quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Rótulas Urbanas - Traffic Calming

Trabalho apresentado no ENACOR - Setembro de 2003 - Gramado-RS

Resumo
Atualmente no Rio Grande do Sul, existem vários municípios que são cortados por rodovias, gerando as Travessias Urbanas, ocorrendo um evento particular ao usuário da rodovia, que deve incorporar-se a um ambiente diferente e com outros participantes, tais como pedestres, ciclistas e veículos com velocidades menores e acessos a estabelecimentos comerciais.
Visamos apresentar como alternativa para incremento da segurança, as “Modern Roundabouts”, utilizadas amplamente nos últimos 10 anos, nos EUA, Austrália e boa parte da Europa, e que chamaremos neste trabalho de “Rótulas Urbanas” .
1- Introdução
O DAER na última década, empregou nas rodovias do Rio Grande do Sul, vários dispositivos com a finalidade de minimizar a insegurança gerada pelas Travessias Urbanas, tais como: lombadas eletrônicas, pardais, sonorizadores, reforço na sinalização, com placas e elementos refletivos.
Para gerar condições favoráveis a segurança do usuário da rodovia e das comunidades no entorno desta e possibilitar acessos comerciais no segmento, em alguns casos são adotados como solução de projeto:
1- ruas laterais (paralelas) a rodovia, separando o fluxo de longo curso, do tráfego local e no mínimo duas rótulas para disciplinamento e encaixe dos fluxos;
2- duplicar o segmento das rodovias, utilizando-se de dispositivos de retorno.
2- O que são os Modern Roundabouts
As Modern Roundabouts, tratam-se de uma rótula central, com ramos de entrada e saída deflexionados, de maneira a reduzir a velocidade dos veículos, principalmente na entrada do dispositivo, formando ilhas com passagem para pedestres e também ciclistas
Fig. 1 -Modern Roundabouts – Grand Juntion - Colorado (EUA)

2.1- Características principais do dispositivo
A principal característica deste dispositivo é a deflexão dos ramos de entrada, adotando-se raios dimensionados de acordo a permitir velocidades máximas de operação entre 40 km/h e 60 km/h. O tratamento paisagístico também faz parte desta idéia, ou seja mudar a paisagem apresentada ao motorista e caracterizar a entrada no perímetro urbano.
As rótulas urbanas possuirão elementos característicos e necessários ao perfeito funcionamento, citados abaixo:
-O dispositivo deverá possuir tratamento paisagístico, incluindo vegetação de médio porte, monumentos que não prejudiquem a visibilidade, etc.;
-Deverá ser implantado passeio para pedestres acompanhando os ramos;
Fig. 2 – Exemplo das características das rótulas urbanas

-Deverão possuir iluminação para identificação noturna;
-As ilhas direcionais formadas pelos ramos de entrada e saída, deverão ter rebaixo e intervalo para travessia de pedestres e também ciclistas ;
Fig. 3 – Detalhe da travessia de pedestres/ciclistas no ramo de saída
Bend – Colorado (EUA)

-Estas rótulas possuirão uma folga para veículos de grande porte (truck apron), que chamaremos de folga para caminhões, que tratam-se de uma área com pavimento diferente do utilizado nos ramos, podendo ser com blocos intertravados (coloridos) e/ou placas de concreto, que caracterizem uma área somente a ser usada em casos onde o veículo que faça o retorno e/ou giro a esquerda, necessite de um raio maior para o movimento.
Sendo estes componentes considerados principais, e os demais elementos, como raios e larguras , sendo típicos de cada projeto.

3- Diferenças entre os Modern Roundabouts e as “Rótulas Urbanas”
As Modern Roundabouts são implantadas em meio urbano e rural, e uma característica deste dispositivo é não priorizar os fluxos, dando a preferência ao veículo que estiver na rotatória , outra característica com relação as dimensões, estes dispositivos são classificados em Single-lane (um fluxo nos ramos), Double-lane (dois fluxos nos ramos), etc.
As “Rótulas Urbanas” seriam utilizadas priorizando o tráfego de longo curso, com a sinalização de “Pare” na via secundária (ruas), e teriam somente uma faixa no sentido principal (single-lane), podendo ter uma faixa livre a direita.

4- Objetivos e benefícios do emprego das Rótulas Urbanas
Com a implantação de no mínimo dois dispositivos por travessia, garantiríamos o perfeito funcionamento e atingiríamos o objetivo principal deste trabalho, que é assegurar o convívio mais seguro entre as participantes de uma travessia urbana.
Ao adotarmos outras medidas, como colocação de passeios, canteiros, iluminação, o segmento tornar-se-ia um misto de rodovia/avenida e contribuiríamos com a percepção do motorista em reduzir a velocidade e adequar-se a urbanização a sua volta.
A implantação poderia ser feita em etapas, no futuro poderiam ser incorporados ao segmento, ruas laterais, em ambos os lados da rodovia, com uma mão de tráfego em cada uma, e que seriam perfeitamente disciplinadas pelos dispositivos.
Os benefícios seriam vários, abaixo citamos alguns:
Segurança:
- redução dos acidentes;
- redução na gravidade dos acidentes (veículo/veículo, veículo/pedestre);
Custo:
- redução no custo dos acidentes;
- diminuição na implantação de semaforização, passarelas;
- retardar ou até mesmo substituir a abertura de contornos em casos de impossibilidade ou alto custo de execução dos mesmos;

Vida útil:
Para o projeto de um dispositivo de interseção, estima-se e projeta-se para uma vida útil de no mínimo 10 anos, sendo que considera-se a situação topográfica, a contagem de tráfego, a finalidade a que destina-se a interseção.
A vida útil de uma Rótula Urbana é indeterminada, pois a saturação do dispositivo ocorre quando o mesmo não atende as condições de acesso, movimentos seguros, armazenagem de veículos.

5- Como e onde aplicar as “Rótulas Urbanas”
Aplicam-se a quase todos os segmentos de uma rodovia que cortam o perímetro urbano, de um município, ou localidade, onde não há a possibilidade ou a questão econômica impede de executar-se um contorno.
As “Rótulas Urbanas”, seriam implantadas em locais escolhidos estrategicamente, com a finalidade de delimitar o segmento tipicamente urbano. Estes pontos delimitadores devem ser estudados com os seguintes critérios:
1- Quanto a visibilidade do dispositivo:
Não dificultar ao motorista detectar a direção a ser tomada , os obstáculos na pista (canteiros) e principalmente os outros usuários da rótula; e que gere reversões acentuadas, evitando a implantação após uma curva fechada e em trechos em rampa. As rótulas deverão ser iluminadas para maior percepção noturna.
2- Quanto a posição do dispositivo dentro do segmento:
As rótulas deverão ser implantadas de preferência e sempre que possível para disciplinar as ruas que encaixem neste segmento, levando-se em conta a importância da rua em questão, pela sua contagem de tráfego e também posição dentro do contexto.
3-Quanto ao distanciamento entre os dispositivos:
Dentro do perímetro urbano há condicionantes de projeto, um deles como já falamos é a posição e importância das ruas, mas deve-se optar por um distanciamento entre os centros das rótulas maior que 350,00m e até 500,00m. No intervalos menores que 350,00m dependendo dos raios adotados nos ramos os mesmos tornarão a trajetória inadequada, com reversões e condicionando a atenção do motorista somente a condução do veículo. Quando o intervalo exceder os 500,00m cria-se a possibilidade de os veículos ganharem velocidade, o que não é desejável.

5.1- Aplicação das Rótulas Urbanas e Sinalização Ostensiva
O DAER, emprega nas Travessias Urbanas, o reforço na sinalização, com placas educativas, elementos refletivos, sonorizadores e a cerca de 5 anos houve a implantação de controladores de velocidades, os CEDV e CEOV (Pardais e Lombadas Eletrônicas), estes dispositivos possuem uma margem de eficácia, por concentrarem-se em um ponto específico, fazendo com que em determinado segmento os veículos reduzam as velocidades.
Em uma Travessia Urbana, por haverem vários pontos de conflito, esta solução fica comprometida, por não disciplinar os cruzamentos existentes ao longo do segmento, bem como o tráfego de pedestres e ciclistas, enquanto a velocidade permanece alta nos segmentos fora da área de abrangência do controlador (desaceleração - aceleração).
As Rótulas Urbanas disciplinariam o tráfego, dando condições seguras para retorno e acesso, reduziriam as velocidades e permitiriam aos pedestres e ciclistas transporem a rodovia com segurança.
O conjunto ideal para um segmento seria formado por no mínimo duas Rótulas Urbanas e sinalização compatível com o trecho. Seriam também aplicáveis elementos refletivos do tipo tachões no eixo da rodovia, quando não houver a utilização de canteiro e tachas nos bordos, criando a sensação de afunilamento da faixa e a consequente redução da velocidade e coibindo as ultrapassagens.
Este conjunto adotado na rodovia e as suas margens podendo ser arborizadas, formarão o projeto considerado completo, que fará a interface entre as rodovias e as comunidades.
6- Possíveis desvantagens destes dispositivos
No RS são empregados nos projetos de rodovias, interseções do Tipo “Rótula Cheia”, para os entroncamentos entre rodovias e também para acessos aos municípios. A Rótula Cheia, difere das Rótulas Urbanas, por utilizar-se de ramos amplos, dimensionados de maneira a não causar transtornos aos veículos de longo curso, ou seja sem redução drástica da velocidade, como as Rótulas Urbanas forçam a redução das velocidades, haveria um período inicial de assimilação e adaptação, com prováveis acidentes.
Com relação a trajeto (distância), o motorista tende a desenvolver a noção do atraso, e não priorizar a sua segurança no segmento. A perfeita conscientização pode exigir a adoção de campanhas educativas, utilizando-se de comparações relacionadas ao (tempo x velocidade), (risco x velocidade), (velocidade x trajeto).
Quanto aos pedestres, os mesmos tendem a utilizar-se, por hábito ou pressa de trajetos menores, ignorando os locais previstos, sendo geradores de possíveis acidentes.
7- Conclusão
Os acidentes e mortes devido ao trânsito em nosso país, fazem com que haja uma preocupação cada vez maior com relação a Segurança Viária, ou seja, devemos abrir um capítulo dentro dos projetos rodoviários, criando alternativas para aumentar a segurança e minimizar os danos causados aos outros usuários das rodovias, que na elaboração de um projeto são quase ignorados em comparação aos veículos. Nas rodovias já pavimentadas, sempre haverão problemas relacionados com segurança, a evolução dos veículos e as aglomerações urbanas avançando sem controle em direção as rodovias, criam desafios aos projetistas, que deverão lançar mão da criatividade e adoção de dispositivos e soluções para cada caso.
Nos EUA, e boa parte da Europa, os primeiros Modern Roundabouts estão implantados a cerca de 10 anos, e estão propagando-se, as estatísticas de acidentes e comparativos das vantagens, provam a sua eficácia, não as apresentamos neste trabalho por termos adotado características diferentes em relação ao funcionamento do dispositivo, mas cabe salientarmos que estes dispositivos estão sendo utilizados também para disciplinar o tráfego em entroncamentos entre rodovias (pista simples), em entroncamentos de rodovias duplicadas (freeways), com resultados vantajosos. Salientamos que no entroncamento de acesso a nova fábrica da GM (General Motors) na BR/290, já utilizamos este dispositivo no projeto elaborado no ano de 2000 em substituição ao projeto comumente adotado, “trevo completo”. Sendo que o custo comparativo de execução foi vantajoso e possibilitará os mesmos movimentos previstos nestes tipos de interseções.
Abaixo citamos alguns segmentos onde poderiam ser empregados estes dispositivos:
- RS/030 – Travessia urbana de Sto Antônio da Patrulha;
- RS/030 – Travessia urbana de Glorinha
- RS/223 – Travessia urbana de Selbach;
- RS/324 – Travessia urbana de Pontão;
- RS/324 – Travessia urbana de Vila Maria;
- RS/332 – Travessia urbana de Espumoso;
- RS/324 – Travessia urbana de Casca;
- RS/324 – Travessia urbana de Veranópolis;
- RS/453 – Travessia urbana de Venâncio Aires;
- RST/287 – Travessia urbana de Candelária;
- RS/401 – Travessia urbana de Charqueadas;

Todos estes municípios citados acima possuem aglomeração urbana, espaços reduzidos (faixa de domínio), ruas cruzando a rodovia, pedestres e ciclistas, separadas em duas “fatias” pelas rodovias e que necessitam comunicar-se. Quanto aos custos com a implantação, poderiam ser minimizados, havendo parcerias entre os poderes públicos, Federal, Estadual e Municipal, com participação do empresariado local, e das comunidades, todos unidos em benefício da vida, do bem-estar e humanização do trânsito.

8- Referências Bibliográficas:
1- ROUNDABOUTS: AN INFORMATIONAL GUIDE. U.S. Departament of Transportation (Federal Highway Administration). FHWA –RD-00-067
2- SITE: http://www.roundabouts.net/
3- SITE: http://www.rta.nsw.gov/
4- SITE: http://www.tfhrc.gov/
5- SITE: http://www.odot.state.or.us/ - Oregon Departament of Transportation

9- Glossário:
CEOV (lombada eletrônica): controlador eletrônico ostensivo de velocidade;
CEDV (pardal): controlador eletrônico discreto de velocidade;
lha direcional (splitter island): canteiro formado pelos ramos da interseção e que dividem os fluxos de entrada e saída;
Folga (truck apron): folga para veículos de grande porte (caminhões);
Ramo: conjunto sequencial de raios formadores da trajetória dos veículos;
Rótula central (central island): ilha ou canteiro central da interseção, circular ou em elipse;
Ruas laterais: ruas paralelas a rodovia, para o tráfego urbano, podendo ser em ambos os lados e com somente um fluxo;
Travessia Urbana: quando uma aglomeração urbana ou município, é cortada por uma rodovia.
Velocidade Máxima de Operação: velocidade máxima que podem atingir os veículos na trajetória projetada;
Fotos e sites de origem
Fig. 1 www.roundabouts/photos
Fig.2 www.roundabouts.com/draper.htm
Fig.3 www.odot.state.or.us/techserv/engineer/pdu/roundabouts/photopge.htm

Trabalho - Projeto de Acesso a General Motors

No ano de 2000 fui convidado pelo Superintendente da DEP /DAER (Dep. de Estudos e Projetos) o Engº M. Molina, a desenvolver um novo projeto para o Acesso a fábrica da GM (General Motors) na FreeWay em Gravataí. O Projeto envolvia a interseção com a FreeWay e o segmento da Av. General Motors que teria aproximadamente 900,00 m de extensão.
O projeto original fora orçado em 9 milhões para sua execução. Meu desafio era elaborar um projeto menos oneroso. A execução teria participação do SEDAI (Secr. de Assuntos Internacionais do RS) através da Engª M. Forneck, objetivamos os contatos.
Em 2 dias elaborei um esboço que foi bem recebido por todos e a partir dessa reunião fui incumbido de elaborar imediatamente o projeto executivo, teria o prazo de 1 mês para colocar na licitação um custo para execução da obra.
O Projeto Geométrico da interseção da Av. General Motors com a BR/290, foi elaborado de acordo com as Instruções de Serviço IS/17/91, com as Normas de Projetos Rodoviários - DAER - Volume 2- Projeto Geométrico de Interseções e o Manual de Projeto de Interseções -DNIT.
Este projeto tomou como critério de dimensionamento, a necessidade de que todas as concordâncias e dispositivos de conversão atendessem aos veículos pesados de maior dimensão, que acessariam o Complexo Automotivo da GM, como “cegonheiras”, cargueiros do tipo “Cavalo Mecânico” e as carretas com eixos múltiplos.
A interseção da Av. GM com a BR/290 foi projetada de maneira a aproveitar ao máximo as condições topográficas do local. Foram projetados ramais de enlace com faixas de mudança de velocidade, atendendo as observações feitas pelo DNIT. Os ramos foram dimensionados de maneira a permitir uma velocidade diretriz de 50 km/h.
O dispositivo atenderia todos os movimentos no local, com o encaixe nas rotatórias de todas as estradas existentes, e a futura Av. General Motors.
Optou-se por 2 rotatórias em ambos os lados da rodovia para compatibilizar e disciplinar esses encaixes, ao invés de utilizar um dispositivo do tipo “Trevo com 4 alças”, o que geraria um maior custo de implantação, uma maior área a ser desapropriada e alargamento dos viadutos existentes na BR/290.
A etapa de todo esse processo que despendeu várias reuniões foi a aprovação do dispositivo por parte do DNIT e da Concessionária da FreeWay a empresa Concepa, apresentei o projeto e comprovei sua funcionalidade, o projeto foi aprovado, atendendo as obras de aumento de capacidade da FreeWay já em andamento e que alargavam as faixas de rolamento.
Ao final da execução com esse dispositivo conseguiu-se a implantação com custo global da obra em torno de 3 milhões.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Futebol - Rádio pé-quente

Rádio pé-frio:

o Ano era 1981, eu tinha 11 anos e morava em Cruz Alta, era dia de Grenal e meu pai comprou um motorádio vermelho em várias prestações para estreiar no Grenal a noite.
O jogo começou e meu pai não chegava, eu liguei o rádio novo e o estreiante Geraldão faz 1x0 para o co-irmão. O rádio voou na parede sob os gritos de pé-frio, após esse ato insano, o rádio partido, em 2 pedaços e preso somente por uns fios, tive a brilhante "idéia" passei esparadrapo em volta, e segui ouvindo o jogo, o Inter virou 2x1, ganhamos o jogo. Meu pai chegou e perguntou o resultado do jogo e eu já com medo de levar a bronca disse ganhamos 2x1, e o rádio todo enfaixado, eu disse:
- o rádio é pé-quente!!! Ele disse e parece q ele sofreu um pouco p ganhar o jogo.
O 2x1 me salvou, nem bronca eu tomei.
Em 82 o Geraldão veio parar no Inter e aí o rádio todo enfaixado mas pé-quente ajudou novamente, descobrimos que o rádio era fã do Geraldão, foram mais 5 gols em Grenais.
E o rádio nos acompanhou em vários jogos e títulos, todo enfaixado, afinal o Inter é Vermelho e Branco!!!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Música - The King - Elvis Presley

Elvis "The King of Rock'and'roll", insubstituível, o melhor.

Um cara humilde que transformou a música, cantou e dançou no palco como ninguém jamais havia feito, foi o divisor de águas de uma geração inteira.
Teve uma carreira tumultuada e abreviada no seu auge.
A revolução do Rock começou com ele, um caminhoneiro que ousou desafiar a sociedade e cantar, seu rebolado gerou manifestos, tendo até que se apresentar da cintura para cima em um programa de TV da época.
Fez vários filmes de qualidade duvidosa, mas para quem é fã, não tenho queixa nenhuma, várias "Sessões das Duas" assisti, onde suas baladas e cenas de brigas moviam o enredo.
Ouço Elvis desde os 4 anos de idade, aprendizado e legado de meu tio "Cá" e de minha mãe Carmen, os fãs dele que me ensinaram a gostar de sua música.

Lembro as brincadeiras em que colocava uma camisa branca de meu pai, levantava a gola, subia na mesa da cozinha com um batedor de caipirinha "microfone" e colocava o "On Stage" no toca-discos, minhas irmãs pegavam as tampas de latas de mantimentos e espelhos e faziam o reflexo e jogo de luzes, eu imitava o Rei, tempos bons aqueles, eu dava meu Show.

Em 77 lembro de minha mãe dando a notícia de sua morte, foi um choque, choramos muito lá em casa, gostávamos daquele cara que vinha a nossa casa em forma de música, seus filmes, um amigo das minhas horas de reflexão.

Até hoje uso Elvis para me "acalmar", e ensaio seus gestos e "canto" em um Karaokê, sempre pedindo desculpas ao Rei, por tentar imitá-lo.

Sweet Caroline e My Way as preferidas, lógico gosto de todas, suas versões são fantásticas, sua voz jamais será igualada, sua performance de palco sempre será imitada.

Salve "The King" você não morreu, apenas retornou ao seu planeta de origem.

Música - Michael Jackson - Um Ícone, um Gênio!!

Fico bem a vontade para comentar sobre este artista, pois acompanhei a trajetória dele desde Thriller. Vi o lançamento do clipe no Fantástico, foi um acontecimento.

Sobre o profissional MJ temos que salientar que era completo, cantor, compositor, dançarino, coreógrafo e de uma genialidade impressionante.

Morreu precocemente, lamentavelmente como todos os gênios, parece um karma, todos os gênios carregam essa característica, vide Elvis, Senna, Marilyn, Dean, Mercury, Mamonas, Russo e tantos outros. Parece uma missão cumprida aqui e após uma amostragem nos deixam e seguem seu caminho.

Uma vida pessoal atribulada e cheia de segredos, alguns inaceitáveis, mas sem provas, deixamos na sua conta pessoal, pois o que vemos e sabemos é de sua vida artística e dessa ninguém pode reclamar, foi grandiosa e incomparável, vejamos, começou com 5 a 6 anos de idade, cantando e dançando, após recriando conceitos, transformou a música em um show, seus clipes viraram símbolos de uma época, sua dança "Moonwalk" invadiu lares, danceterias e as correu as ruas.

Agora após sua partida, ficam as velhas e surradas estórias: Causa da morte? Tem algum culpado? Quem vai ficar com o que?
Para nós simples mortais resta saber que podemos tocar a qualquer momento sua música e tentar acertar um de seus passos dançando.

Vai com Deus Michael !!!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Futebol - a arbitragem e outras maracutaias:

Em 2005 o roubo explícito em rede nacional de um campeonato, sem o menor pudor e logo após um pedido de desculpas por parte do árbitro. Ainda tivemos a chantagem de não podermos reinvidicar os direitos, sob pena de perdermos a vaga na Libertadores 2006.
Sempre imaginei que após aquilo, perderam-se os escrúpulos e teríamos roubos e mais roubos, enfim como ganhar um título contra tudo isso. Parece simples, montar o melhor grupo, o melhor time e ganhar os jogos na qualidade passando por cima de tudo. Esse ano montamos o melhor time, e para minha surpresa e com uma smples manobra nos desmontaram, convocaram 2 jogadores nossos para a Seleção, a gloriosa Seleção caça-níqueis.
Jogamos contra o mesmo Corinthians e novamente a arbitragem nos prejudicou, penalti não marcado, cartões não aplicados, uma falta com a bola rolando, tudo ajeitado.
O árbitro condicionou até os amarelos, não amarelou quem estava pendurado, já "ajeitou" até o próximo jogo da decisão não desfalcando o Timão.
Depois disso tudo, fica a dúvida, quem devemos comprar:
Um craque de bola para jogar no time ou uns 2 árbitros, juízes do STJD ou diretores da CBF?
Deixo essa dúvida sem resposta.
E torço para que a justiça seja feita, afinal o roubo não compensa.
Vamos lá Colorado, vamos fazer o placar necessário e ganhar dessa "turma" para não chamar de quadrilha!!!!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Trabalho - Caminhos de Pedra

Ao final de 2008 fui incumbido de elaborar o Projeto Executivo
do Caminhos de Pedra, com 9,3 km de extensão e uma rótula no
entroncamento com a RS/448.
Iniciamos a topografia em jan/2009 iniciamos as sondagens em fev/2009, o projeto em si depende de uma estrutura da qual não dispomos, mais pessoal e turmas de topografia e sondagem trabalhando diretamente no projeto, mas correu tudo bem, fizemos uma programação para não perdermos tempo. A Diretoria Geral deu um prazo pequeno para a entrega, cerca de 2 meses com data final de 26/maio/09.
Agregamos à equipe um projetista na área hidrológica, o Engº Federico, amigo que me ajudou muito com seu conhecimento e a cumprir o prazo de entrega.
Para mim profissionalmente significou muito fazer este trabalho, mas a gratificação de ter entregue um projeto completo, onde trabalhei até nas minhas férias em fev/2009 e tive que privar minha família do meu convívio, considerei uma vitória e pagou todo o empenho que tive.
Não tive final de semana e feriado, a noite trabalhei direto e na Festa de Nsa. Sra. do Caravaggio em Farroupilha, nosso diretor fez a entrega do projeto, em mãos à Governadora do Estado.
Agradeço a Deus pelo dom do trabalho, à minha família pela paciência, aos meus pais pela fé e torcida por mim e aos colegas e aos amigos que trabalharam comigo nessa empreitada.
Diogo, Valdemir, Rafael, Federico, Betinho e sua turma. Brigadú

terça-feira, 9 de junho de 2009

Música - Tributo a Elvis by Edson Galhardi


Show de Edson Galhardi - um Tributo à Elvis Presley em Caxias do Sul - RS.

em 16/05/2009


O Edson é iluminado, é o segundo show que vejo em Caxias, fui em 2007 e o cara é fantástico, ele interpreta as músicas do Rei de uma maneira particular, cativa o público com simpatia.

Aos poucos o público interage com o show e sua desenvoltura no palco é extremamente competente, tanto no vocal, quanto nas coreografias do Rei.

Parabéns Edson pelo show, pelo dom que você tem de nos mostrar um pouco do carisma e talento de Elvis Presley.

Futebol - Campeão do Mundo


sofrendo até o fim
 Como bom Colorado, iniciando os trabalhos no Blog, não poderia deixar de relatar aqui minha satisfação em torcer para esse time.
Nos últimos anos, houve uma reestruturação completa da entidade Sport Club Internacional e o ápice disto ocorreu no ano de 2006 em Yokohama no Japão.
O título de Campeão do Mundo conquistado sobre o poderoso Barcelona, uma verdadeira seleção mundial, marcou minha vida de torcedor.
Essa foto tirada no momento da cobrança de falta do Ronaldinho Gaúcho, aos 42 do 2º tempo, sofrimento até o fim, Iarley prendendo a bola no canto do campo.
Foi uma madrugada sem dormir, enrolado na bandeira, olhos marejados, adrenalina pura.
Obrigado Colorado por me fazer mais feliz!!!